INCERTEZA NA DETERMINAÇÃO DAS CURVAS IDF NA BACIA DO ITAJAÍ

Autores

Gabriel Anzolin, Debora Yumi de Oliveira, Pedro Luiz Borges Chaffe

Resumo

A identificação de tendências em eventos extremos de precipitação levou ao desenvolvimento de metodologias capazes de determinar as Curvas de Intensidade-Duração-Frequência (IDF) considerando os eventos de não estacionariedade. O objetivo deste trabalho foi quantificar as incertezas acerca da determinação das Curvas IDF utilizando modelos estacionário e não estacionário, aplicados para séries históricas de precipitação da Bacia do Itajaí. A Inferência Bayesiana foi utilizada para aproximação da distribuição dos valores dos parâmetros e na quantificação das incertezas dos modelos. Como resultados, tem-se que o modelo estacionário subestima as intensidades de precipitação para todas as durações e períodos de retorno investigados. Entretanto, quando se leva em consideração as incertezas, vemos que a diferença entre os modelos estacionário e não estacionário é clara apenas para pequenos períodos de retorno (5-10 anos). Os resultados também mostram que as incertezas crescem proporcionalmente com o período de retorno, o que sugere uma necessidade de maior rigor na determinação de IDF de projetos de infraestrutura que levam em consideração grandes períodos de retorno.

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Autores

  • infoGabriel Anzolin

    Instituição

    Universidade Federal de Santa Catarina

    Departamento

    Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental

  • infoDebora Yumi de Oliveira

    Instituição

    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

    Departamento

  • infoPedro Luiz Borges Chaffe

    Instituição

    Departamento

Palavras-chave

curvas_idf, não_estacionariedade, incertezas

Tema

Variabilidade, Tendências e Previsibilidade Hidroclimática

Evento

XXIII SBRH - Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

Publicação